Depois de três anos, 319 posts, três layouts, anuncio o fim das atividades do pitacosdomanuca.blogspot.com. Os leitores foram inconstantes neste período. Há alguns meses, no entanto, nunca mais tive acesso zero. Um progresso. Tive acessos de vários países - alguns destes registros, confesso, foram de amigos em intercâmbio -, mas Salvador, de longe, foi a cidade que mais acessa. E não poderia ser diferente.
No período em que o blog esteve hospedado aqui, o post de maior sucesso foi aquele em que eu, didaticamente, expliquei as diferenças entre esquerda, direita e centro. Sim, eu acho que estas diferenças existem e ainda servem para explicar o quadro partidário brasileiro. Sem mais delongas, o fim do pitacosdomanuca.blogspot.com não é o fim do Pitacos do Manuca. A partir de hoje quem estiver a fim de ler os pitacos, os exercícios de futurologia, etc, etc, terá que acessar o http://pitacosdomanuca.com.br Follow me em bom twittês.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
É o fim
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Manuca Ferreira
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
Marília Gabriela promete processar a quem lhe atribui texto contra Dilma e põe Aleluia em saia justa
A jornalista Marília Gabriela negou em entrevista ao Terra Magazine a autoria de um texto atribuído a ela, em que a jornalista criticaria a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff. O texto havia circulado por email e reproduzido pelo site do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM). Após à saia justa provocada pelo desmentido, a assessoria do parlamentar retirou o texto do ar. Marília Gabriela afirmou na entrevista que procurará assistência jurídica por causa do falso texto. “A internet é terra de ninguém. O problema é você ser vítima dessa terra de ninguém, não ter como controlar. É uma sacanagem”, indignou-se Marília Gabriela.
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Maria Luiza anuncia candidatura à reeleição na Assembleia
Não tive tempo ainda de escrever novos pitacos então publico nos próximos posts duas notas que fiz ontem no Política Livre:
A deputada Maria Luiza (PSC) anunciou hoje ontem em pronunciamento na Assembleia Legislativa que disputará a reeleição para o cargo de deputada estadual. Maria Luiza havia renunciado a candidatura a deputada federal em um pronunciamento duro contra o apoio do seu partido à candidatura do deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB) ao governo estadual. A parlamentar afirmou que a sua decisão atual foi combinada com seu partido e com o prefeito de Salvador João Henrique (PMDB), seu marido e, segundo ela, “seu líder político”.
Foto: Divulgação
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Site do PT volta a ser hackeado
O site do PT nacional voltou a ser hackeado na tarde de hoje. Ao entrar no site da legenda, os internautas vêem uma foto do pré-candidato do PSDB à presidência, José Serra, e uma frase dizendo “Vote 45!”, número do candidato tucano. Além disto, o usuário é direcionado para o site do PSDB. O ato foi assinado por um grupo que se intitulou “PSDB Hackers”. Após a primeira invasão, que durou mais de 24 horas, petistas afirmaram que vão pedir à Polícia Federal que investigue o caso.
Foto: Vi o Mundo
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
Força-Tarefa: Programa consegue superar 1ª temporada
O programa Força-Tarefa que retornou nesta terça-feira e que teve a audiência prejudicada pelo pífio desempenho do Casseta e Planeta foi uma excelente aposta feita pela Globo para este ano.
O roteiro que já possuía um excelente ritmo, com diálogos rápidos e importantes para o desenvolvimento do enredo, está ainda melhor. Os roteiristas Marçal Aquino e Fernando Bonassi parecem ter encontrado um modo de fazer TV que eles ainda não dominavam na temporada passada. O telespectador não acha que está perdendo tempo e qualquer lance é importante para o desfecho.
Houve ainda uma melhora técnica neste primeiro episódio. Apesar de ter mantido a estética meio esverdeada em gravações internas, o diretor José Alvarenga decidiu tornar as imagens mais claras, o que permitiu observar melhor o que está acontecendo e ainda apostou em closes, para ressaltar ainda mais a atuação dos atores.
Outra permanência acertada foi mesclar a trama em que se envolve a Corregedoria com os problemas enfrentados pelo tenente Wilson, que continua sendo muito bem interpretado pelo Murilo Benício. O primeiro episódio mostrou que a segunda temporada de Força-Tarefa tem todos os elementos para superar a primeira temporada.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
TCU aponta desequilíbrio nos repasses da Integração
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Cabral chora por pré-sal e não por vítimas da chuva
O Rio de Janeiro, mais uma vez, foi castigado pelas chuvas que caíram a partir da noite de anteontem, continuaram pelo dia de ontem e persistem nesta madrugada. No início do ano, ao comentar a tragédia em Angra, eu já havia responsabilizado o Poder Público pelo acontecido.
Volto a bater nesta tecla com a tragédia atual. Mais de 100 fluminenses morreram pela falta de capacidade do Estado em agir em dois pontos cruciais: na educação e no planejamento. Na educação, para evitar que as pessoas sujem as cidades, entupam os bueiros e impeçam o escoamento regular da água das chuvas. No planejamento, por não suprir a cidade da infra-estrutura necessária para enfrentar uma situação como esta.
É óbvio e ululante que a responsabilidade não é apenas do Sérgio Cabral e do Eduardo Paes, governador e prefeito do Rio de Janeiro, ambos do PMDB, mas de todos os governantes que já ocuparam estas funções. No entanto, não há como não cobrá-los agora, já que eles são os responsáveis atuais em gerir o estado e o município.
A figura do governador, para mim, é ainda mais emblemática. Fiquei impressionado em ele ter chorado por causa dos royalties do pré-sal e não ter vertido uma única lágrima pelas vítimas da chuva. O comentário é tão cruel quanto dizer que os estados brasileiros queriam assaltar o Rio de Janeiro.
Foto: Jornal do Brasil
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SOS-Emergência: Pastelão na noite dos domingos
Tava falando das estreias da terça e acabei me esquecendo da novidade do domingo da Rede Globo: a série SOS Emergência. O roteiro, assinado por Marcius Melhem, não foi maçante, apesar de algumas situações terem sido bem surreais.
As três histórias que nortearam o programa – o envolvimento da médica com o enfermeiro, a grávida com dois pais e o cego que se casou com uma feia – foram bem desenvolvidas e tiveram um bom desfecho.
Outro ponto que merece ser destacado é o elenco que foi escalado para o programa. Todos com boa experiência na comédia – Marisa Orth, Ney Latorraca, Maria Clara Gueiros, Bruno Garcia, Fábio Lago – e uma boa novidade que, no primeiro episódio, ainda não mostrou a que veio: Pedro Henrique Monteiro que teve uma atuação destacada no programa Quase Anônimos do Multishow.
A estreia foi boa. Vamos ver como o programa vai se comportar nos próximos domingos. A primeira impressão é que se trata de um bom pastelão. Espero que não caia na redundância. O risco existe, apesar do bom início.
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Casseta e Planeta: O que salva?
Como prometido, começo hoje a fazer análises de TV. Começo com a estreia da programação 2010 da Globo hoje com o Casseta e Planeta, Força-Tarefa e Profissão Repórter.
Vou seguir a exibição deles na grade da TV e começar com o Casseta e Planeta. Primeiro, tenho que dizer que o programa continua com um grave problema: não consegue fazer rir na maior parte dos seus quadros. Se transformou na Zorra Total da terça-feira global.
Os quadro que se pretenderam fixos como os “Merds” e o “Meu Chefe é um Palhaço” deveriam ser esquecidos logo. Você pode estar se perguntando: “por que não resume logo e diz que foi tudo uma merda e pronto?”.
Também me perguntei isto, mas, quando estava quase desistindo de assistir, eis que eles conseguiram algumas risadas: as sátiras mostraram alguma força. Uma sobre os seriados de ficção investigativa estadunidenses que buscam solução nos indícios mais loucos e a outra sobre os dois pré-candidatos à Presidência da República em sua sanha de inaugurações.
Inclusive, para responder a pergunta do título deste post, acho que as sátiras políticas poderiam ser uma saída para os Casseta. Afinal de contas, eles têm know how de como fazer isto. Só não fazem hoje porque não querem. No caminho atual, a TV perde mais do que ganha com eles.
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Mais mudanças no blog
Após a mudança do layout do blog que esqueci de avisar, quero informar algumas mudanças no Pitacos:
1) A partir de agora, vou falar também de televisão, que, além de ser objeto de estudo do grupo de pesquisa ao qual faço parte, é uma área que também gosto de comentar. Vai aparecer o marcador ali do lado escrito TV para ajudar a achar mais facilmente os posts sobre este assunto;
2) A partir deste mês, vou começar a publicar os meus exercícios de futurologia sobre as eleições deste ano. Tanto as estaduais quanto à presidencial. Dizendo inclusive quem eu acho que leva (claro que, no exercício que envolve o meu voto, ou seja, na eleição da Bahia e na federal, me reservarei o direito de ficar calado e só fazer uma análise de conjuntura, sem prever resultados, mas com prós e contras de cada um);
3) Como o item 2 tava muito grande. Aproveito o 3 para dizer que os exercícios de futurologia não têm caráter estatístico. Só são achômetros deste jornalista/pitaqueiro profissional. Aliás, se tem uma coisa que não é estatística é corrida eleitoral. Nem as pesquisas prevêem os resultados. E vocês já podem conferir a tag TV ali do lado.
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Salvador: Terra de Ninguém
Pensei este texto nas duas vezes mais recentes que passei pela Estação Iguatemi, mas sempre esqueço de postar. Antes que eu esquecesse mais uma vez, aqui vai. Salvador, a partir do que vi ali e em outros lugares, se tornou uma terra de ninguém.
Reparem no cenário: camelôs de todos os tipos e todos os gostos, cachorro passeando e muita sujeira no chão. Eis a Estação Iguatemi em uma frase. Quem me conhece sabe que não defendo maquiagem artificial para inglês ver, mas um pouco de organização não faz mal a ninguém.
Depois que o SAC foi retirado dali e a SESP deixou a Estação ser ocupada de qualquer forma, a situação só fez piorar. A responsabilidade é dos camelôs? Claro que não. Eles têm mais é que trabalhar mesmo. Agora, não dá para aliviar a prefeitura, que não organiza e não limpa o lugar.
Claro que a população também tem a sua parcela de responsabilidade. Não havia mais espaço para sujeira no chão da estação. Não espanta termos aparecido em recentes matérias no Fantástico como a cidade da avenida mais suja, da praia mais suja e das pessoas que menos respeitam o direito dos idosos no transporte público.
Não sou o Cristovam Buarque, mas só a educação em massa salva isto aqui. Estamos presos em um ciclo vicioso e, por enquanto, sem saída. Para mim, parece óbvio que pais mal educados só podem gerar filhos mal educados. Junte isto à inação do poder público e explicaremos boa parte das mazelas que hoje vemos em Salvador.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
“Rebolation” de Dilma no Pânico ficou apenas na ameaça
A tão esperada dança da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) da música Rebolation ficou apenas na ameaça. Ontem, durante o programa Pânico na TV, Dilma chegou a iniciar a dança, mas parou. A ministra brincou com o comediante que faz a sua sósia “Dilma Duchef”, fez ele dançar e prometeu que, após o dia 4 de abril, após sair do governo, vai fazer a coreografia. Agora é esperar para ver. Vejam o vídeo exibido logo acima.
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Gaspari retira direito de A Tribuna publicar sua coluna
Acabei de ver no site do Comunique-se a informação que reproduzo abaixo sobre a reação de Gaspari em suspender a publicação de sua coluna no jornal A Tribuna do Espírito Santo.
“O jornal A Tribuna perdeu o direito de publicar a coluna de Elio Gaspari por ter deixado de veicular o texto do jornalista no último domingo (07/03). Gaspari afirmou ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Espírito Santo (Sindijornalistas/ES) que ficou sabendo do caso após ler a notícia na Folha Online, e logo em seguida procurou a Agência O Globo, que comercializa a coluna, para fazer a confirmação.
Gaspari disse que os motivos que levaram A Tribuna a não publicar a coluna “parecem óbvios". O texto “As masmorras de Hartung aparecerão na ONU” tratava do sistema prisional do Espírito Santo, com duras críticas ao governador do estado, Paulo Hartung (PMDB-ES). O jornal alega que uma falha técnica impediu a publicação.
O gerente da Agência O Globo, Ricardo Mello, confirmou que a empresa não distribuirá mais a coluna para o jornal. Mello informou que em casos como este, a Agência tem o direito de cancelar o conteúdo a veículos que deixem de publicar seus materiais.
O Sindijornalistas/ES divulgou uma nota em que repudia o ato do veículo. “Fica cada vez mais explícita a falta de democracia na mídia capixaba. A censura é uma constante em todas as redações. As empresas praticam a liberdade de empresa e não de imprensa”, afirmou Suzana Tatagiba, presidente da entidade. O texto também diz que A Tribuna deixa de veicular matérias sobre a convocação do governo de Hartung para prestar esclarecimentos à ONU a respeito do tratamento dado a presos no estado, temas tratados na coluna de Gaspari.
A Superintendência Estadual de Comunicação Social (Secom) do governo do Espírito Santo informou que não teve nenhum tipo de participação para que o jornal deixasse de publicar o texto.
Até o fechamento dessa matéria, a redação não conseguiu contato com a direção do jornal A Tribuna”.
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Espírito Santo comete barbárie em presídios
Não consigo entender o silêncio retumbante da imprensa televisiva nacional frente à barbárie cometida no estado do Espírito Santo. Aliás, salvo o excelente artigo do jornalista Elio Gaspari na Folha e uma reportagem especial do Estadão, não li mais ninguém tocar no assunto. A informação silenciada trata de uma reunião na ONU para discutir os crimes cometidos nos presídios brasileiros, em especial, os capixabas.
Para completar o silêncio que favorece o governo do Espírito Santo, não faz mal informar que o artigo do Gaspari foi censurado (o argumento é que não foi publicado por problemas técnicos) por um dos principais jornais capixabas. É uma pena eu não poder afirmar com todas as letras, por falta de provas, mas este tipo de “falha técnica” cheira à favorecimento da candidatura do atual governador Paulo Hartung (PMDB) ao Senado.
Deveria já ter avisado, mas aproveito para avisar aqui que quem tiver coragem de clicar no link da reportagem do Estadão vai se deparar com cenas dantescas. São imagens de presos esquartejados, enforcados. Voltamos a, no mínimo, 300 anos atrás. E o que mais me espanta enquanto escrevo este post é que tenho a triste convicção de há quem pense que o tratamento dado aos presos foi o mais correto, porque, afinal, argumentarão as vozes do atraso: “bandido bom é bandido morto”.
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sábado, 6 de março de 2010
formspring.me
A transposição do rio São Francisco está em curso? Nunca mais ouvi falar sobre o tema. Quais atualizações você tem sobre ele? B.
Tá em curso, B. Em alguns lugares, a obra está bem avançada inclusive. Alguns trechos estão sob responsabilidade do Exército, mas não sei quanto da obra já está concluída não.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Canal do Imbuí: Wagner recua frente a João Henrique e desautoriza Ingá
O governador Jaques Wagner (PT) desautorizou a decisão do Instituto de Gestão das Águas (Ingá) publicada hoje em primeira mão por mim no Política Livre de pedir a demolição dos quiosques, barracas e jardineiras na obra feita pela prefeitura sobre o Rio das Pedras (Rio Cascão), no Imbuí, negando qualquer ação neste sentido. A posição de Wagner foi divulgada hoje à noite por sua assessoria de imprensa, depois que o prefeito João Henrique (PMDB) ameaçou abrir guerra contra o governo estadual, irritado com a sucessão de obstáculos opostos pelo Ingá à continuidade das obras. Leia aqui a nota oficial do governador publicada agora à noite.
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Ingá ordena demolição de aparelhos da obra do Imbuí
O Instituto de Gestão das Águas (Ingá) comunicou hoje à tarde ao Política Livre que notificou a prefeitura de Salvador ordenando a demolição dos aparelhos que foram construídos sobre o leito do Rio das Pedras (Rio Cascão), no Imbuí. O órgão entendeu que a prefeitura descumpriu uma das condicionantes ao ter construído barracas, quiosques e jardineiras sobre as placas de concreto, sendo estas construções irremovíveis. O município e as empresas gestoras da obra tem 24 horas para cumprir a decisão. Apesar da ordem de demolição, o Ingá manteve a fiscalização da obra na manhã pela manhã, como foi noticiado anteriormente por este site, para a averiguação de outros itens do primeiro auto de notificação aplicado no dia 6 de fevereiro.
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Prefeitura diz ao Ingá que cumpre as condicionantes
No documento enviado ontem no final da tarde ao Instituto de Gestão das Águas (Ingá), órgão que fiscaliza as intervenções hídricas do Estado da Bahia, a prefeitura de Salvador argumentou que está cumprindo as condicionantes impostas para o andamento das obras de macrodrenagem sobre o Rio das Pedras (Rio Cascão) no Imbuí. No dia 6 de fevereiro, o Política Livre havia noticiado que o órgão autuou o Município por ter constatado, durante fiscalizações, que estas condições não estavam sendo respeitadas (veja aqui).
Em relação a uma das condições mais polêmicas, que se refere à utilização de placas de concreto para cobrir o leito do rio, a prefeitura teria dito que está utilizando placas removíveis. Uma equipe do Ingá irá amanhã pela manhã fiscalizar novamente e analisar se a prefeitura está realmente cumprindo os condicionantes. Caso sejam constatadas as irregularidades, o órgão ambiental pode aplicar sanções que variam desde aplicação de multa até interdição e demolição da obra. O Ingá divulgará a decisão amanhã à tarde.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Apoio de prefeito não garante eleição
Chega a ser engraçado o corre-corre dos candidatos para dizer que Fulano de Tal, prefeito de Lugar Nenhum, tá apoiando Beltrano nas eleições de outubro próximo. Mas, eis aí o tipo de apoio que carece de melhor fundamentação teórica e prática. Afinal de contas, como se diz, apoio não se rejeita, mas nem sempre ter a maior quantidade de apoios garante a eleição.
E a equação é simples. Apoio é apoio, mas quem vota é eleitor. Parece banal e de domínio público, mas parece que os candidatos esquecem. Para exemplificar falando de um caso nosso: o governador Jaques Wagner (PT) não era apoiado pela maioria dos prefeitos baianos e foi eleito. O presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, em uma entrevista concedida a mim disse exatamente a mesma coisa: ter a maioria dos prefeitos não significa nada.
O candidato ainda corre um sério risco: pode pensar que está muito bem na fita porque tem um monte de apoio e, no final, se dar mal. Eu sei que faz parte da guerra mostrar que tem mais apoio, divulgando a “força” da candidatura, mas depois, não vai adiantar chorar sobre o leite derramado quando tiver que acordar à força da ilusão que criou em torno de si mesmo.
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Dilema joanino: multar ou educar?
- Vai, mija aí rapá!
- Oxe, você é moça, é?
Quem nunca presenciou uma das duas frases acima? Elas vieram na minha cabeça logo após o prefeito João Henrique (PMDB) ter responsabilizado a população de Salvador pela sujeira da cidade. Em partes, o peemedebista tem razão, porque é sim uma questão de educação – na verdade, da falta dela –, dos brasileiros mijarem nas ruas e jogarem lixo nas vias públicas.
Concordo com o diagnóstico do problema, mas não com o tratamento anunciado pelo prefeito de adotar a mesma medida utilizada no Rio de Janeiro de multar as pessoas que urinam pela cidade. A primeira razão da minha discordância é que, se tratando de uma questão de educação, cabe ao poder público investir na mudança de pensamento das pessoas.
Liberar ou não liberar, eis a questão
A segunda questão que me faz ter oposição à ideia de multa eu elaborei ontem a partir do que presenciei no pré-carnaval de rua de Salvador. Na rua Marques de Leão, na Barra, onde aconteceu a pré-festa, em toda a sua extensão, não havia sequer um banheiro químico. Então, como não mijar na rua?
E eu tenho certeza que os banheiros químicos não estavam lá por falta de planejamento mesmo. O pré-carnaval ali acontece todo ano, não liberou antes porque não quis. Fora do carnaval, volto a dizer, a cidade não tem infra-estrutura para fazer este tipo de cobrança da população.
Na orla, nenhuma das torres tem banheiro que funcione. Ou estão quebrados ou sujos ou lacrados. Na avenida Sete, a falta de organização toma conta. O mesmo acontece em outros lugares. Não estou sugerindo que o prefeito transforme a cidade num grande sanitário a céu aberto, mas multar sem dar opção não é, definitivamente, a melhor medida.
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Manuca Ferreira
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