sexta-feira, 14 de setembro de 2007

E não foi que o Renan se safou?

Não é mais novidade o resultado da votação no Senado, Renan foi absolvido, mas nem por isto os ânimos se arrefeceram. Muito pelo contrário. Um grupo partiu logo para o ataque, inconformado com o resultado. Além de serem a favor da punição, são ou passaram a ser contrários ao voto secreto. Passaram a ser, porque como a jornalista Helena Chagas disse em seu blog, muitos senadores como o senador do PSDB dos Amazonas, Arthur Virgílio, há uns anos, foi contra a proposta do senador Tião Viana, do PT do Acre, mudando o sistema de votação de fechado para aberto. Ou seja, é fácil, com resultado desfavorável, sair gritando aos quatro ventos o absurdo que, tempos atrás, permitiu que continuasse a existir.
Na verdade, a necessidade do voto aberto tem que ser melhor discutida com a sociedade. O dever da imprensa e dos políticos deveria ser o de esclarecer o motivo para a existência do voto fechado. Ou ele foi instituído só para que os políticos possam fazer conluios sem que a sociedade fique sabendo? Claro que não, existe um motivo para o voto fechado e um bem plausível é a proteção dos políticos contra proteção de pressões das suas próprias bancadas. O que não dá é para mudar as regras toda vez que o resultado não for favorável. Se for para ser aberto, que seja aberto sempre ou, pelo menos, por
vários anos.
Outra questão muito interessante é responsabilizar apenas o PT pela absolvição de Renan. Claro que o PT tem a sua responsabilidade, os votos de seus 12 senadores são, porém, tão importantes quanto os dos outros 69 senadores. E as contas não fecham considerando apenas os votos dos governistas, ou seja, teve gente dos Democratas e do PSDB votando pela absolvição de Renan.
Mais um ponto a discutir é sobre os motivos para cassar Renan. A primeira representação feita pelo PSOL tinha como razão a suspeita da empreiteira Mendes Júnior ter dado dinheiro que teria sido utilizado pelo senador das Alagoas no pagamento de pensão de sua filha com a jornalista Mônica Velloso. Esta denúncia não ficou comprovada, ou seja, as investigações tinham sim que ser aprofundadas, porque se a Veja estiver errada, esta não terá sido a primeira vez. Há mais duas representações contra Renan no Conselho de Ética e ainda existe a possibilidade de Renan ter mentido aos seus pares sobre a compra de vacas e rendimentos financeiros, se este tiver sido o caso, aí sim, o presidente do Senado terá um motivo bastante robusto para ser cassado.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Eleições 2008 e 2010

As eleições presidenciais acabaram de acontecer, daqui para as próximas eleições ainda faltam três anos e três meses e as articulações políticas para o pleito de 2010 já começaram. Foi com a justificativa de ação política conjunta e aliança eleitoral que, logo no início deste ano, foi formado o bloco de esquerda, integrado por PSB, PCdoB, PDT, PRB, PMN e PHS. A intenção destes partidos é lançar candidaturas comuns em 2008 nas eleições municipais e nas eleições de 2010. O candidato pré-lançado por estes partidos para disputar o mais alto cargo da república foi o deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes.
Porém, este alinhamento recente já vislumbra algumas dificuldades, devido aos interesses conflitantes para a sucessão municipal do ano que vem. Nas eleições em São Paulo, PSB, PCdoB e PDT já têm pré-candidatos, um por cada partido: Aldo Rebelo pelos comunistas, Luiza Erundina pelos socialistas e Paulo Pereira da Silva pelos trabalhistas. O bloco foi lançado em São Paulo na segunda-feira passada e Paulinho não quis polemizar dizendo que a sucessão paulistana será discutida mais para frente. O PDT de Paulinho e o deputado federal Ciro Gomes, contudo, não querem se fechar a outros aliados, como o PT, que podem render mais dividendos eleitorais.
Em Salvador, a situação não é diferente. O PCdoB lançou o nome da vereadora e ex-secretária municipal de Educação e Cultura, Olívia Santana, ao cargo de prefeita da capital baiana. Os comunistas alegam que o nome de Olívia ainda será apreciado pelos outros partidos. O problema é que o PSB tem a ex-prefeita e deputada federal Lídice da Mata em seus quadros, sempre lembrada como possível candidata e bem posicionada nas pesquisas. O PSB ainda, segundo algumas pessoas, pode apoiar o PT em Salvador. Ainda no bloco, não são poucas as notícias sobre o interesse do deputado federal Marcos Medrado se lançar candidato pelo PDT ou ainda o Partido Democrático Trabalhista apoiar o PSDB, cujo candidato será o ex-prefeito Antônio Imbassahy.
Outro obstáculo para a reprodução do bloco nas eleições municipais são realidades regionais distintas. Salvador é um bom exemplo. Aqui, os republicanos baianos nunca foram próximos da esquerda e querem lançar a candidatura do radialista Raimundo Varela. Por falar em Varela, parece que a campanha dele já começou. Um carro foi visto no centro da cidade com um adesivo verde e amarelo (cores do PRB) dizendo Varela é 10 (número do PRB) e, em letras bem pequenas, está escrita a frase: em audiência. Tudo para não ser enquadrado pela Justiça Eleitoral.
Além disto, é sabido por todos que tanto no plano federal quanto no plano municipal, o partido do presidente não quer ser mero espectador. Apesar dos apelos de Lula em âmbito nacional e de Jaques Wagner no caso baiano pela manutenção da aliança da base aliada destes governos nas próximas eleições, o PT não abre mão de lançar candidatura própria em cidades estratégicas como São Paulo (com candidato ainda não definido) e Salvador (onde o nome do deputado federal Nelson Pelegrino é lembrado mais uma vez) e disse em seu III Congresso Nacional, realizado no final de semana passado, que apresentará um nome nas próximas eleições presidenciais. Claro que, segundo o Partido dos Trabalhadores, o nome deverá ser referendado pela coalizão governista.
Nas eleições de Salvador,
o prefeito e candidato a reeleição João Henrique parece caminhar para não ter apoios importantes em 2008, pelo menos não no primeiro turno, se houver confirmação das primeiras movimentações do PT, do PCdoB e do PSB. Hoje, o governo de João Henrique tem como base aliada o PMDB, partido ao qual está filiado, o PT, o PSB, o PCdoB e o PSC. O presidente do PMDB da Bahia, Lúcio Vieira Lima já mandou aviso aos navegantes, dizendo que ou estão com João ou que saíam da prefeitura.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Julgamento mais importante do início do Século já dura uma semana

Apesar de ser preliminar, o julgamento do caso do mensalão no Supremo Tribunal Federal já tem sobre si todos os holofotes midiáticos e políticos. Afinal de contas, este caso foi o mais marcante do início do governo Lula, vários ministros caíram por causa dele e a maioria das pessoas interessadas em política aguardavam a relatoria do ministro do STF Joaquim Barbosa e os votos dos outros ministros sobre se aceitavam ou não a denúncia do Procurador Geral da República, Antônio Fernando de Souza.
Até agora, 36 dos 40 acusados já foram considerados réus. O julgamento ainda não ocorreu, apesar de muitos proclamarem a aceitação da denúncia como comprovação de culpa dos acusados, eles só podem ser assim considerados após o julgamento. Para aceitar as denúncias, o Supremo considera se são procedentes os argumentos dos advogados de defesa, do Procurador e se há indícios de participação dos 40 envolvidos. Ou seja, o Supremo já considerou haver indícios para os 36 (a lista é imensa, do PT, ninguém se salvou, somente Sílvio Pereira que já deixou o partido).
As decisões todas devem ser concluídas ainda esta semana e as opiniões são que o que for decidido influenciará nos rumos do III Congresso do Partido dos Trabalhadores que começará este final de semana. A tendência com a acusação da ex-cúpula do Campo Majoritário do PT é que haja enfraquecimento deste campo nos rumos a serem tomados pelo partido do presidente.

sábado, 18 de agosto de 2007

Sai Renan, sai daí!

Sempre nas histórias de escândalos, há aqueles que não querem largar o osso e aqueles que vivem pedindo pro "coitado" abrir mão da boquinha. Afinal de contas, na história da humanidade, os fatos precisam de gente a favor e gente contra. É a dialética, diria Hegel.
Embates históricos também se desenrolam no Congresso brasileiro, para dar um recorte mais tropical aos embates sangrentos - ou quase - que marcam a política mundial. Foi assim nos enfrentamentos, há alguns anos, entre os ex-senadores Jáder Barbalho e ACM. Quando um chamava o outro de ladrão e vice-versa.
Ou, um pouco mais recente, o bate-boca entre os ex-deputados federais José Dirceu e Roberto Jefferson. Quem já esqueceu que o Dirceu despertava os instintos mais primitivos no Jefferson? E que o Jefferson tinha todas as acusações repelidas pelo Dirceu?
O título deste post se inspira nesta confusão épica entre o petista e o petebista. Roberto Jefferson falou: "Dirceu, sai daí, sai antes que você prejudique um homem sério que é o presidente Lula!"
Agora, nós vemos democratas, tucanos e alguns outros senadores repetindo isto tanto no plenário quanto na surdina, mas com algumas modificações. Eles dizem: "Renan, sai daí, sai antes que você enlameie todo o Senado Federal". (Claro que esta é uma das versões mais leves das frases que devem estar sendo proferidas pelos pares do Renan).
Não é segredo para ninguém que o Senado é como um clube de amigos, os 81 senadores possuem, apesar de todas as divergências, relações mais próximas do que os deputados federais. Contudo, até o corporativismo tem limite e este limite costuma ser o da opinião pública. Nenhum parlamentar deste país gosta de se indispor com ela, mas se demoraram para pedir com veemência a cabeça de Renan foi porque sabem que ele ocupa a cadeira da presidência do Senado por ter recebido a maioria dos votos dos seus colegas.
Os jornais, blogues e revistas dão conta de acordos de bastidores para manter Renan no cargo. Então, aguardem as cenas do próximo capítulo. Não é novela de Gilberto Braga, mas todos querem saber o desfecho, neste caso aqui, não é para conhecer quem matou Odete Roitman, mas descobrir de quem são os bois, os rádios, as laranjas...

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Parem o metrô de Salvador!

Em um primeiro momento, o título pode causar indignação, afinal de contas, das grandes capitais brasileiras, Salvador é uma das poucas que ainda não tem metrô e este é um dos pleitos mais antigos dos moradores da cidade.
Agora, devem estar perguntando o motivo do título. Se não, deveriam. O metrô de Salvador, para quem não sabe, hoje, caminha para ser mais um elefante branco. Daqueles bem caros e inúteis.
Não é novidade para ninguém que o trecho inicial do metrô já foi reduzido umas quatro vezes, e, agora, por este motivo, as primeiras projeções de tarifa para este transporte público na capital baiana prevê o preço de 15 reais.
É uma tarifa absurda! Simplesmente, sete passagens e meia de ônibus em Salvador. A população carente que poderia ter muitos benefícios foi esquecida do projeto em um primeiro momento, quando houve redução do caminho do metrô e os bairros mais populares ficaram de fora do projeto e, agora serão relegadas a um segundo plano novamente, se este preço exorbitante vier a ser concretizado.
Por favor, parem de construir o metrô! Terminar só para dizer que ele existe não adianta. Este transporte deve ser mais uma alternativa para a população, principalmente, a mais carente se locomover com mais facilidade, rapidez e conforto.
O metrô hoje caminha para ser mais um ponto turístico da cidade ou ainda pode ser uma nova estratégia da prefeitura de Salvador. Preocupado com o tráfego e os engarrafamentos que param a cidade no horário do rush, o prefeito João Henrique pode estar pensando no metrô como uma forma dos ricos soteropolitanos deixarem os seus carros em casa.

sábado, 4 de agosto de 2007

As vaias e Lula

Tudo começou no Maracanã, mas parece que o movimento ali iniciado continuará tendo prosseguimento. Afinal, os protestos receberam o reforço do movimento "Cansei" liderada, oficialmente, pela OAB de São Paulo. Liderança esta que foi criticada pela OAB do Rio de Janeiro que classificou o movimento como golpista e, além deste movimento, Lula foi alvo de uma série de manifestações em algumas capitais do país.
Por mais que existam razões para criticar o governo, os que hoje protestam têm todo o direito de protestarem, mas não deixa de ser engraçado vê-los fazendo estas manifestações. Por quê? Porque eles não sabem protestar e sem contar que usam argumentos, muitas vezes, carregados do preconceito de classe. Leiam a opinião dada ao site G1 pela organizadora do protesto contra Lula no Rio de Janeiro, a empresária Marta Serrat, "A vaia do Maracanã não foi orquestrada. Foi uma manifestação do povo que paga imposto e que está descontente com o Bolsa Família, que incentiva a ociosidade. Não estamos só contra o Lula, mas contra todo o sistema que existe ao redor do governo". Ou seja, o Bolsa-família incentiva a ociosidade. É mesmo Marta? Por mais que existam casos de pessoas que ficam ociosas com a ajuda do governo, a grande maioria não deixa de procurar outras formas de sustento. Haja preconceito arraigado nas mentes destas pessoas.
Por falar em vaias do Maracanã, hoje, Lula recebeu os atletas medalhistas dos últimos jogos pan-americanos. Foi elogiado por alguns deles. "Aquilo foi ridículo. Ele tinha mesmo é de ser aplaudido. O Lula não colocou só um dedo no PAN, ele colocou as duas mãos. Se não fosse ele, esses Jogos não teriam se realizado", disse Franck Caldeira, maratonista ganhador do ouro. "As pessoas que estavam lá não eram esportistas. Lula fez muito pelo esporte. Muitos atletas vieram de projetos sociais do governo. O povo brasileiro ainda não está acostumado com a festa do esporte. Aquelas vaias deveriam ser retribuídas com aplausos", afirmou Rebecca Gusmão, ganhadora de duas medalhas de ouro. Segundo o site G1.

Foi música para o ouvido, o que gosta de escutar aplausos, do presidente.

Atualização em 05/08/07 às 17:13: Pesquisa Datafolha mostrou que nem a crise aérea nem o acidente da TAM alteraram a popularidade do presidente Lula, apesar da culpa ter sido atribuída previamente ao governo e mesmo com as manifestações citadas acima.
Leiam mais em: "Crise aérea não afeta aprovação de Lula, diz Datafolha"
do portal G1.

sábado, 28 de julho de 2007

Troca de Comando na Defesa acontece finalmente

Se for perguntado a qualquer brasileiro, neste exato momento, qual ministro mais sofreu em um processo de demissão no governo Lula, com certeza, mais de 90% das pessoas irá responder que foi o ex-ministro Waldir Pires. Depois de mais de 10 meses da chamada crise do setor aéreo e com o acontecimento de dois acidentes gravíssimos na história da aviação nacional, Waldir finalmente foi demitido.
No lugar de Waldir, tomou posse o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim. Jobim já havia sido chamado antes, na época da reforma ministerial do segundo mandato, mas recusara. Ele tinha disputado a eleição da presidência do PMDB e acreditava ter sido largado à própria sorte pelo presidente Lula, o que teria facilitado a reeleição de Michel Temer a frente do partido.O fato é que, meses depois daquele primeiro convite, Jobim resolveu aceitar o pedido do amigo Lula.
A demissão de Waldir fez com que seus detratores arregaçassem as mangas para fazer seu linchamento público, esquecendo a figura pública e a história de Waldir Pires.
Lógico que as críticas devem ser feitas, afinal ele se mostrou incapaz de construir uma movimentação simbólica e eficaz do governo para sanar os problemas do sistema aéreo nacional. Waldir sai do ministério não pela falta de uma boa trajetória política, mas sim pela inabilidade em gerir o Ministério da Defesa. Ministério, diga-se de passagem, que até hoje não mostrou a que veio. Nem na época de sua criação, no governo FHC, e nem hoje, já que o Exército, a Aeronáutica e a Marinha acabam não respeitando muito a autoridade civil representada pelo ministro imbuído do cargo.
Cabe a Nelson Jobim a reversão deste quadro de medo instalado em torno dos aeroportos brasileiros e a prática de uma nova forma de gestão no Ministério da Defesa. O ministro parece estar ciente disto, todas as suas declarações têm demonstrado sua disposição de colocar o Ministério para funcionar, mas se não for assim, não haverá espaço para lamentações. "Aja ou saia, faça ou vá embora", como ele mesmo disse no dia da transmissão de cargos.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Acaba de ser anunciada a morte do senador ACM

Acaba de ser anunciada a morte do senador baiano Antônio Carlos Magalhães. O senador tinha 79 anos e morreu, após mais de 40 dias internado no Instituto do Coração de São Paulo. ACM foi governador da Bahia por três vezes e estava no seu segundo mandato como senador da república. O quadro de saúde do senador vem se agravando há muito tempo, sendo esta a terceira internação neste ano no INCOR do senador baiano.

ACM, como todos sabem, possuía muitos amigos e a mesma quantidade ou mais de inimigos, adquiridos nestes anos de poder e viu uma das forças políticas que mais o combateu assumir o governo da Bahia nestas últimas eleições. Antônio Carlos será enterrado no Campo Santo, mesmo cemitério onde seu filho foi enterrado.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Popó é secretário!


Seguindo os exemplos dos seus companheiros dos governos federal e estadual, Lula e Jaques Wagner, o prefeito da cidade de Salvador, João Henrique, resolveu colocar a frente de uma pasta da sua administração, uma celebridade da cidade. No caso do prefeito, foi o pugilista, ou ex-pugilista, esta é uma condição que muda toda hora, Acelino "Popó" Freitas, que foi empossado secretário municipal de esportes, lazer e entretenimento na terça-feira.
O que mais espanta nesta indicação não é nem o fato de Popó ter sido indicado secretário, afinal de contas, ele tem feito um trabalho muito bom de promoção do boxe baiano e apoio às comunidades carentes, mas o fato do prefeito ter dito à imprensa que vai sentar com Popó para ouvir as idéias que ele tem sobre o que fazer na secretaria. É de espantar um gestor público com mais da metade do mandato não dar uma declaração sequer do que ele, prefeito da cidade, tem a oferecer para o município nestas áreas: esporte, lazer e entretenimento, atribuindo logo esta responsabilidade para o secretário que está chegando.
Não parece ter sido aumentado nestes dois anos e meio de mandato do prefeito João Henrique a oferta nem de esporte nem de lazer e muito menos entretenimento para nenhuma classe social da cidade de Salvador. O que se vê é uma política pública centrada na reforma de quadras e nenhuma atenção com a atividade esportiva e os acessos ao lazer e entretenimento da sociedade soteropolitana. A única exceção foi a criação da tal ciclovia da orla compreendida entre o Jardim de Alá e a praia de Jaguaribe, mas, em compensação, há parques públicos, como o de São Bartolomeu, largados às moscas.
Popó é o quarto secretário a assumir uma secretaria que possui, junto com a Secretaria de Reparação, o menor orçamento da administração municipal, e, além disso, não tem projeto algum. Pelo menos nenhum que tenha atingido de forma satisfatória a população.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Renan não quer largar o osso

Para vocês que não entendem porque Renan não quer sair do Senado e queima ainda mais a imagem daquela Casa Legislativa seja pela cobrança de partidos oposicionistas como os Democratas e o PSDB seja pela cobrança da imprensa que espera esta decisão ansiosamente, vai aqui este post.
Renan, é bom que se recorde, sempre foi figura muito querida no Congresso Nacional. Já foi da tropa de choque de Collor, de FHC e, atualmente, apesar de exercer uma presidência do Senado equilibrada, é um dos maiores defensores do governo Lula na Casa de tapete azul. Ou seja, tem relações aproximadas com todos os partidos e, inclusive, foi eleito contra o candidato dos Democratas, senador José Agripino Maia.
Além disto, Renan apóia o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, PSDB, o que retardou um posicionamento mais agressivo da legenda tucana.
E são nestas relações que Renan vem se segurando pra não largar o osso no Senado. Há quem diga que Renan é a própria Pandora, pronta para abrir a caixa dos horrores do Senado Federal.
Renan é parlamentar experiente e sabe que de qualquer maneira a sua imagem sai arranhada deste episódio. Prefere levar com ele o Senado inteiro e, pode ter sido isto que ele quis dizer hoje à tarde ao afirmar que para tirá-lo da presidência, os parlamentares oposicionistas vão ter que sujar as mãos.