Pra variar estamos perante mais uma situação em que se faz muito barulho por nada ou quase nada. A sunga que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) usou esta semana a pedido da apresentadora do Pânico na TV, Sabrina Sato, causou uma reação superior ao que o momento pedia. Suplicy tá ficando gagá, mas não quebrou o decoro. Considero o senador petista muito mais sério e com decoro do que muitos dos seus pares. E, aliás, muitos que hoje o apontam cantaram para Sato, dançaram, usaram óculos escuros pra edição do programa não mostrar que eles estavam de olho na comissão de frente da apresentadora nipônica.
domingo, 18 de outubro de 2009
A Sunga Vermelha do Suplicy
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Manuca Ferreira
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Coluna Social e Política se confundem na Bahia
Esta semana foi uma semana atípica para quem acompanha a política. Pelo menos, aqui na Bahia, o noticiário político se aproximou muito do colunismo social. Na mesma semana que Dilma resolveu visitar o estado, os baianos do petróleo, termo cunhado pelo colunista Lauro Jardim da revista Veja, organizam grandes festas de aniversário.
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Obama ganha injustamente Nobel da Paz
Já que fiquei tanto tempo em abstinência textual aqui no blog, vou logo de dois posts de uma vez só (talvez um terceiro) e com um assunto nacional e local ao mesmo tempo (ministra Dilma) e um internacional (o Nobel da Paz de Obama), do qual falarei agora.
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Campanha: Dilma vai ao Bonfim

Em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas pela longa demora em escrever um post. Culpa da monografia que me manteve longe de qualquer outra produção textual por quase um mês. Mas o retorno não poderia ser melhor. Vou falar da candidata Dilma Roussef (PT) que ancorou na Bahia durante este final de semana em mais uma etapa de sua campanha presidencial.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Arthur Maia: Rui Costa foi “rechaçado” pelo povo baiano
O deputado Arthur Maia (PMDB) respondeu às críticas feitas pelo secretário estadual de Relações Institucionais, Rui Costa, no programa Entrevista Coletiva, direcionadas à sua legenda. O peemedebista disse que seu partido saiu do governo não como traidor, mas para não participar, segundo ele, da traição que esse governo estaria fazendo. “O governador Jaques Wagner vem sistematicamente repudiando tudo aquilo que nós, que votamos nele, acreditávamos que podia ser feito numa nova alternativa para esse estado e isto sim é traição”, disse.
O parlamentar sugeriu ainda que o “nervosismo” do secretário Rui Costa estaria relacionado à inexistência de manifestação pública do presidente Lula em relação à saída do PMDB do governo estadual. “(O presidente Lula) manteve o ministro Geddel no ministério e isto é a prova maior de que o presidente não condenou a atitude do PMDB de romper com o governador Wagner”, provocou.
Maia concluiu fazendo referência à parte da entrevista em que o secretário afirmou que o PMDB não era nada antes de fazer aliança com o governador Jaques Wagner (PT). “Achei até engraçado ver Rui Costa dizer que o PMDB não era nada antes da aliança com o PT. Se o PMDB não era nada antes do governo, imagine Rui, candidato a deputado um sem número de vezes e repetidamente rechaçado pelo povo baiano”.
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Rui Costa: Saída do PMDB do governo ficará marcada como “grande deslealdade”

Em entrevista concedida ao programa “Entrevista Coletiva”, apresentado pela jornalista Ludmila Bertiê e exibido no último domingo na Band, o secretário estadual de Relações Institucionais, Rui Costa, soltou farpas na direção de importantes personagens políticos do Estado, como o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, provável candidato do PMDB ao governo da Bahia, e o senador César Borges (PR). “O episódio ficará marcado como uma grande deslealdade, uma grande falta de reconhecimento, porque o PMDB não era nada na Bahia, tinha um deputado federal, tinha 20 prefeitos antes de fazer aliança com o presidente Lula e o governador Jaques Wagner”, disse ao comentar o processo de desligamento do PMDB no governo petista.
Na mesma entrevista, o secretário respondeu as acusações feitas pelo PMDB de que o PT teria rompido a aliança ao não apoiar a candidatura do prefeito de Salvador João Henrique (PMDB). “Isto é uma verdade parcial, porque o prefeito de Salvador não era do PMDB. Foi eleito pelo PDT, apoiado pelo PSDB e o PMDB teve uma outra candidatura, apoiou Lídice da Mata. A prefeitura de Salvador não estava no projeto político original”. Ainda sobre as articulações para as eleições municipais do ano passado, o petista afirmou ter proposto ao ministro Geddel que PT e PMDB não disputassem entre si nas cidades onde já governassem, mas que o ministro não teria concordado.
Em relação a César Borges, o secretário negou ter sido responsável pelo naufrágio nas negociações para que o PR integrasse o governo Wagner. Costa responsabilizou o senador republicano, dizendo que o processo não progrediu porque o republicano está preso ao seu passado político. Sobre 2010, Rui Costa afirmou que acredita na vitória de Wagner no primeiro turno e que o PT não vê problema no fato de o ministro oferecer um segundo palanque para a ministra Dilma (Casa Civil) na Bahia, pois assim, ele “só será desleal com o governador Jaques Wagner”, disparou, afirmando em seguida que Geddel é ministro de Lula e deve apoiar a candidata do presidente.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
No twitter, Neto afirma temer por vida de Wagner
O deputado federal ACM Neto (DEM) reproduziu em seu twitter trechos do pronunciamento que fez na tarde de hoje, na Câmara dos Deputados, sobre a onda de violência que atingiu Salvador nos últimos dias. Em uma das mensagens postadas no microblog, o deputado afirmou que teme pela vida do governador Jaques Wagner (PT). “O governador tem um batalhão para cuidar de sua segurança… mas, como estão as coisas, temo por sua vida”, afirmou.
Neto disse ainda que o governador perdeu o controle da segurança pública no Estado e que não convoca a Força Nacional de Segurança por causa das eleições do ano que vem. “Por que o governador Jaques Wagner não deixa a eleição de lado e convoca a Força Nacional de Segurança? O governador Jaques Wagner não convoca a Força Nacional de Segurança para não passar atestado de sua incompetência”.
“Na Bahia, violência se escreve com W, W de Wagner”, atacou.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Ciro Gomes: O Simpático
Quem assistiu ao programa do PSB ontem à noite foi surpreendido pela figura de um novo Ciro Gomes (PSB-CE), uma pessoa extremamente simpática, conversando todo o tempo com uma dona de casa, sem o terno, à vontade, tomando cafezinho. Pra mim, foi a versão 2010 do Lulinha Paz e Amor. Aliás, esta nova versão do Ciro veio sendo mostrada em entrevistas nos jornais e na TV - no CQC, ele chegou a rir e conversar longamente com um dos repórteres do programa.
Ciro acerta em investir numa nova imagem pública, inclusive dizendo que esta nova postura é uma questão de amadurecimento. Afinal, muitos dos votos que perdeu em 2002 se deveu ao seu ar arrogante e à famosa frase sobre Patrícia Pillar, sua esposa, cuja importância, segundo ele, naquela época, era dormir com ele. Frase que ele disse recentemente se arrepender profundamente. O Ciro de ontem mostrou que quer ser mesmo candidato a presidente.
O PSB investiu em mostrar o deputado cearense como um aliado de Lula, que tem uma visão para aprofundar as mudanças implementadas pelo atual governo federal. Ciro falou sobre a importância do Bolsa-Família, mas disse que seu partido entende que isto não é suficiente. Pelo que mostrou ontem, o PSB parece que vai bancar a candidatura do deputado cearense, deixando as portas abertas para uma eventual aliança com o petismo no segundo turno.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Transformaram Marina em oposição

Vocês vejam só como as notícias, às vezes, saem distorcidas e as notas com a correção não têm a mesma repercussão da mentira espalhada. Está em curso a transformação da senadora Marina Silva (sem partido) em candidata legítima da oposição. A estratégia começou com alguns colunistas que não disfarçam não suportar o PT e o presidente Lula, depois o PSDB gostou da ideia e, por fim, veículos de imprensa concordaram com a estratégia.
É a única explicação que consigo encontrar para a informação de que a senadora teve que desmentir uma manchete do jornal O Globo com supostas críticas dela aos avanços sociais do governo Lula. Em um dia saiu na capa do jornal que Marina teria afirmado que o governo petista é insensível às causas sociais. Isto na primeira página. O desmentido da senadora, feita em discurso no plenário, que coloco em destaque saiu na página 12 do jornal:
"[A política social do governo Lula] é a melhor política social que tivemos … Que precisamos fazer ajustes em relação à porta de saída, mas que só é possível porta de saída hoje porque teve uma porta de entrada, disse Marina. Saí do PT, mas compreendo todos os avanços que tivemos". Agora pergunto para que inventar críticas que não foram feitas? Aí quando alguém vê motivações políticas, os jornais ficam revoltados. No entanto, foi ou não foi uma mancada indefensável?
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Os petistas não gostam de Geddel
Rapaz, nem começou a disputa eleitoral de fato e o bicho já tá pegando na pré-campanha baiana. Quer dizer que Geddel é desleal e ingrato, governador Jaques Wagner? E quer dizer que Wagner tá com mania de traição, ministro Geddel? Nem eu esperava que a troca de farpas entre os dois aliados começasse em temperatura tão alta e tão cedo, mas, ontem, o "Galego" soltou os cachorros pra cima de Geddel e o peemedebista deu o troco através da imprensa.
Todo mundo sabia que a aliança entre Wagner e Geddel já ia degringolar faz tempo. Eu mesmo, no dia 27 de julho, exercitando a minha futurologia, vaticinei que os dois não estariam no mesmo palanque em 2010. Pelo menos, não no primeiro turno. Geddel fez um movimento de consulta às bases do PMDB que ficou impossível não lançar a sua candidatura ao governo do Estado. Wagner ficou tempo demais protelando a decisão de mandar o PMDB, acreditando que poderia contornar a situação. Não deu.
O governador disse ainda que Lula desaprovou a saída do PMDB do governo Wagner por considerar que deveria ter sido respeitado o direito do governador ser candidato à reeleição. Faz sentido, já que é o que o presidente tem defendido em relação ao Rio de Janeiro, onde o seu candidato é o atual governador Sérgio Cabral (PMDB), que tem convivido com a ameaça da pré-candidatura do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT).
Wagner disse, inclusive, que Lula teria dito, em telefonema a ele, que deu o Ministério a Geddel em razão da aliança bem sucedida em 2006. O ministro e o seu irmão, Lúcio Vieira Lima, presidente estadual do PMDB, negam esta versão. Dizem que Geddel foi indicado pelo PMDB da Câmara e que esta indicação não teve que passar pelo aval de Wagner. Na briga de versões, lembro de ter lido, na época, que Wagner havia concordado com a indicação de Geddel. Mas, aí, já não sei.
Aliás, digo mais, a aliança entre o PT e o PMDB era um casamento com dias contados desde o início. O governador e o ministro possuem personalidades completamente contrastantes e, além disto, os militantes do PT nunca esqueceram o passado carlista de Geddel e a ajudinha que ele teve do ex-deputado Luís Eduardo Magalhães (DEM) para se livrar da CPI do Orçamento.
Eu pude constatar este desapreço em relação ao ministro em um comício do governador Jaques Wagner, com a presença de Lula, em 2006. Ao ser anunciado, Geddel quase ouviu um estrondoso coro de vaias dos petistas e comunistas ali presentes, mas tudo foi abafado a tempo. Afinal de contas, não é de bom tom vaiar um aliado. Os petistas mais antigos vão ainda mais longe e dizem que o problema de Geddel é de família e desatam a lembrar que Afrísio Vieira Lima foi secretário de segurança do trágico governo de Nilo Coelho.
Maldade petista. Como não poderia ser diferente, Geddel não saiu por baixo, chamou o governo de incompetente, em especial nas áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública, mostrando quais serão as teclas que vai bater em sua campanha. Falou ainda da "traição" do PT em relação ao PMDB na prefeitura de Salvador. Mas cuidado ministro, o TRE pode considerar que os vários adesivos de carro com os dizeres "Tô com Geddel" e nas cores do PMDB podem ser considerados como campanha fora do prazo legal. E aí, já sabe, tchau candidatura.
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Manuca Ferreira
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