Amanhã, Salvador será anunciada como uma das sub-sedes da Copa do Mundo de 2014. Por isto, este blog abre a contagem regressiva para o prazo estipulado como limite para que as obras integrantes do projeto estejam prontas: 2012. Foram adicionadas ao projeto a reforma da Fonte Nova, a revitalização do Pelourinho, a construção do terminal de transporte aquático, a Via Expressa Baía de Todos os Santos, a conclusão das primeira e segunda linhas do metrô.
A prefeitura ficou responsável por tocar o projeto Transalvador, junto com o governo do estado, modernizar a linha ferroviária Calçada-Paripe, além de todo o programa de mobilidade urbana que vem sendo desenvolvido pelo governo federal, desobstruindo grandes pontos de estrangulamento no sistema de mobilidade e transporte urbano em Salvador. E se eu bem me lembro o governo do Estado cogitou levar adiante o VLT prometido por Walter Pinheiro (PT) na última eleição municipal.
Ainda aproveito para fazer a contagem das intervenções anunciadas pelo prefeito João Henrique (PMDB) na última campanha, pelo menos, as três principais: requalificação da orla, obras de revitalização no Imbuí e na avenida Vasco da Gama e construção de um novo pólo hoteleiro, junto com a iniciativa privada, na área entre Lauro de Freitas e Stella Maris. Então, vamos lá, vou atualizar de 10 em 10 dias, faltam 1290 dias para dezembro de 2012.
sábado, 30 de maio de 2009
Estamos de Olho: Projeto da Copa (Bahia), Metrô e Revitalização da Orla
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Manuca Ferreira
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Sarney libera CQC no Congresso
Quem diria que depois de ter pedido que o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) suspendesse as credenciais do CQC, o presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP), voltaria tão rápido atrás em sua decisão e manteria as credenciais, indo além, autorizando que o programa tenha credenciais permanentes? Como disse Marcelo Tas na Folha, "venceu" a democracia. E o apresentador do programa da Band ainda se comprometeu em respeitar o Senado, já que Sarney disse que as críticas do programa em relação a ele afetavam a imagem da instituição que ele preside.
P.S: Este é o 106º post que eu escrevo este ano. Mais do que os dois anos anteriores juntos. Acho que tô gostando deste negócio de blogar.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Wagner com destaque na propaganda do PT

No programa partidário do PT, exibido hoje à noite, chamou a atenção o destaque dado ao governador da Bahia Jaques Wagner. Wagner, que administra hoje o maior estado governado (eleitoralmente falando) pelo PT, representou todos os outros governadores do partido - Ana Júlia Carepa (Pará), Marcelo Déda (Sergipe), Binho Marques (Acre) e Wellington Dias (Piauí) - e defendeu a forma que o partido administra estes locais. Segundo ele, "com inclusão social".
Chamou mais atenção ainda o fato dele ter falado antes do presidente Lula, mostrando a importância que o partido deve dar ao governo baiano. Outro ponto que merece destaque foi a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) ter aparecido depois da fala do presidente dizendo que este era "o compromisso" da legenda. Quem aposta comigo que vem mais uma reclamação da oposição de propaganda antecipada por aí?
Foto: Ivan Cruz/ Agência A Tarde
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Manuca Ferreira
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Políticos x CQC no Congresso
Estava eu assistindo ontem a TV Câmara (sim, eu gosto, vejo como se estivesse assistindo à Sessão da Tarde) quando apareceu o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), aquele que "está se lixando" para a opinião pública cobrando do deputado Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, que tomasse medidas contra a equipe do CQC, programa que, segundo as palavras do parlamentar, "faz um jornalismo de gosto duvidoso".
Chega a ser engraçado o deputado que não tá nem aí pra opinião pública se preocupar com a imagem dele no CQC. Moraes chegou a dizer à Folha que a base parlamentar dele o reelege independente da opinião dos meios de comunicação. Em vez de se preocupar com o CQC, o deputado deveria se preocupar com os colegas que ele defende. Afinal de contas, Moraes nem era um nome que aparecia na imprensa até defender o "dono do castelo", agora quer censurar os repórteres do programa da Band.
Hoje, foi a vez do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pedir ao senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro secretário da Casa legislativa que casse a licença da equipe do CQC por tê-lo chamado de dinossauro e que isto é uma afronta à imagem do Senado. Eis uma declaração que me dá medo, porque as pessoas no Brasil estão com uma tendência de misturar a imagem da pessoa que está a frente de uma instituição com a imagem da própria instituição. Neste mesmo erro, incorreu o presidente do STF, Gilmar Mendes, misturando alhos com bugalhos.
Se esta regra valesse, os políticos brasileiros não poderiam reclamar caso o presidente Lula mandasse fechar a redação da revista Veja que, através de suas reportagens e colunas, em especial a de Diogo Mainardi e a de Reinaldo Azevedo, promove um verdadeiro achincalhe da figura do presidente da República, chamando-o de anta e animais semelhantes. No entanto, defendem a Veja e eu acho que, apesar de não a ler, ela deve existir pra dar vazão a certo espectro ideológico nacional, já que a nossa Constituição defende a liberdade de expressão e de imprensa.
Agora retornando ao CQC, eu nem vou retomar a discussão se o programa faz ou não jornalismo. Na minha opinião, é jornalismo com entretenimento e mesmo que não fosse, que fizesse apenas humor, é direito que eles adentrem o Congresso Nacional e faça as suas matérias. Afinal, a casa não é do povo? Enquanto isto, na Argentina, o programa Gran Cuñado, programa de humor que satiriza os políticos, faz o maior sucesso e, segundo um cientista político ouvido pelo Jornal da Globo, cumpre um papel importantíssimo por mostrar certas especificidades dos políticos que ficam escondidos no processo eleitoral (que acontece no final do ano).
Só o ministro da Justiça se manifestou contra o programa, afirmando que as sátiras da presidente Cristina Kirchner (que é muito simpática com o CQC brasileiro) deveriam ser proibidas. Aliás, a versão argentina do CQC faz o maior sucesso há anos e não me parece que os políticos de lá tentaram impedir o acesso nas dependências do Congresso. No quesito aceitação às críticas, os políticos argentinos estão dando 10 x 0 nos brasileiros.
P.S: Depois que fiz este texto, achei este post na coluna Radar On-Line da Veja tratando deste assunto. Vejam quem envolveu a mãe de quem e tirem as suas conclusões.
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Presidente senegalês pede que Brasil desempenhe seu papel na luta africana
O presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, foi o último a discursar no evento do TCA. "O Brasil precisa desempenhar o papel que o povo africano põe nele (...) A África sempre lutou contra a colonização, inclusive aqui no Brasil". Wade fez uma citação aos discursos de Lula e Wagner, em especial, ao trecho em que o governador fez referência à luta do povo africano no território nacional.
"Precisamos fazer uma geografia da diáspora negra na América Latina para oferecer uma nova visão ao mundo da luta de um povo", concluiu Wade. As pessoas presentes ao TCA assistem agora ao show do ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, uma amostra do III Festival Mundial de Arte Negra (FINAN), que será organizado pelo Brasil, em Senegal.
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Narrador critica governos anteriores; Lula e Wagner atacam escravidão
Como era de se esperar, por se tratar de um evento cujo objetivo é homenagear o povo africano, o presidente Lula e o governador Jaques Wagner centraram suas críticas à escravidão no Brasil e enalteceram a relação entre o Brasil e a África. Quem fugiu do tom foi o narrador dos eventos estaduais que leu um texto criticando a atuação dos governos brasileiros que, a partir da década de 70, deixaram de organizar os festivais de cultura africana.
O narrador disse que o "crime da escravidão" não teve a devida atenção dos governos brasileiros que, a partir da década 70, deixaram de organizar eventos do porte que hoje é feito no TCA. "(Os africanos) eram chamados de coisas e o seu coletivo de plantel como os animais. Os africanos disseram não, afirmaram que tudo que nos pertence, está dentro de nós, no nosso ori, a nossa cabeça", disse Wagner ao falar da escravidão.
Lula abriu o seu discurso falando do simbolismo de se comemorar o Dia da África na capital mais negra do Brasil. Ainda falando do simbolismo, fez referência ao poeta Castro Alves, abolicionista que dá nome ao teatro. "Os laços que unem o Brasil a Senegal e a África como um todo são muito mais próximos que o oceano que os separam", concluiu o presidente.
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Sindicalista pede terceiro mandato de Lula
O fantasma do terceiro mandato chegou ao evento na Bahia. Após a fala do presidente Lula, um sindicalista presente no TCA gritou em alto e bom som: "Um, dois, três, Lula outra vez". A esperança deste blogueiro é que ele esteja se referindo à disputa de 2014 e não sucitando a ruptura das regras democráticas brasileiras.
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Começa evento com presidente Lula no TCA
Já estão no palco do TCA as autoridades que assistirão ao evento ligado ao III Festival Mundial de Arte Negra, em homenagem ao Dia da África. Entre outros, estão o presidente do Ilê Ayiê, Vovô do Ilê, a presidente do TJ/BA, Sylvia Zarif, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PSDB), o secretário de promoção da igualdade racial, Edson Santos, o ministro da cultura, Juca Ferreira, o governador Jaques Wagner acompanhado da primeira-dama do estado, Fátima Mendonça, e os presidentes Lula e Abdoulaye Wade do Senegal. A entrada do presidente brasileiro com o governador Jaques Wagner foi acompanhada do coro que já é comum nos eventos com a presença de Lula, o "olê, olê, olê, olá, Lula, Lula". (O horário de postagem está errado. O evento começou com uma hora de atraso, às 21:35).
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Brasil perde primeiro pleito internacional
O Brasil perdeu hoje o primeiro cargo pleiteado em organizações internacionais ou ainda eventos mundiais (no caso, estou falando dos Jogos Olímpicos de 2016). A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, que queria ser indicada para participar do Tribunal de Apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC) no lugar do jurista brasileiro Luiz Olavo Baptista, perdeu para o mexicano Ricardo Ramirez, apoiado pelos Estados Unidos e China.
O governo brasileiro estava empenhado na vitória de Gracie e a derrota dela foi surpreendente, porque, segundo veículos de imprensa, o seu principal adversário era o argentino Hector Torres e não o mexicano. A política internacional do atual governo tem obtido êxito na maioria dos temas em que se envolve, mas a opção feita para o cargo na OMC foi fraca, já que, em nota ao Itamaraty, a OMC disse que a ministra do STF não entendia de comércio. É óbvio que quem não entende de comércio não pode ficar na OMC.
Considero a ministra altamente preparada para diversas funções. Agora mesmo, ela retorna ao STF, lugar onde exerceu a presidência com extrema competência e embasa todas as suas decisões no profundo saber jurídico que detém.
Quanto à vontade de sediar os Jogos Olímpicos, acho que enfrentará a mesma dificuldade da candidatura de Ellen Gracie. Os outros candidatos são fortíssimos, claro que existem pontos favoráveis para que o Rio seja escolhido. No entanto, precaução não faz mal a ninguém e haja visto tantos problemas, acredito que o Brasil poderia rever o apoio ao egípcio Farouk Hosni ao cargo de secretário-geral da Unesco.
Em entrevista à revista Carta Capital, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, havia afirmado que o país estava concentrado nas duas candidaturas citadas acima e que a candidatura do atual vice-secretário do órgão, Márcio Barbosa, para dirigir aquela entidade poderia representar maior resistência a estes dois pleitos. Um já foi, o outro vai participar de uma disputa duríssima e no caso de Barbosa, a vitória pode ser fácil, pois o brasileiro é o favorito para ganhar a direção da Unesco e conhece a entidade por causa do cargo que ocupa atualmente.
Eu sei que relações internacionais não são feitas assim, que o Brasil está apoiando o polêmio ministro da Cultura do Egito por ter decidido fortalecer as relações entre o país e os outros do Terceiro Mundo, mas dada a nova conjuntura e a derrota da ministra do STF, algo poderia ser feito para o atual governo não acabar sendo acusado de ter perdido uma oportunidade de fortalecer a representação brasileira em órgãos internacionais.
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sábado, 23 de maio de 2009
O Perigo ronda a Colômbia
Como ainda não vi ninguém escrevendo com a veemência que escreveram acerca de Chávez em relação à sua reeleição infinita - medida que eu me oponho, por ser democrático e por achar que alguém pode assumir o projeto de Chávez sem problemas. Vejamos Lula com Dilma - resolvi alertar sobre atitude semelhante que está sendo adotada pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.
Uribe resolveu implantar uma medida que permitirá que ele concorra a mais um mandato, o que representa brincar com a democracia daquele país. Além disto, é um desrespeito com outras pessoas que poderiam representar o seu projeto de poder como o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, que renunciou esta semana para disputar a presidência do seu país.
Agora, por que não vemos a gritaria da imprensa nacional em relação à Colômbia? Por que Uribe não é de esquerda, nem nacionalista? Desta maneira, vou dizer que os membros da imprensa não são democratas, já que se calam ao ver um presidente de um país vizinho da importância da Colômbia desrespeitar as regras da democracia. Mudar as regras com o jogo prestes a ser jogado é absurdo. Ou então, assume-se que a democracia de lá é outra e eu não falo mais nada.
E aproveito a oportunidade para dizer que é piada de mau gosto sugerir um terceiro mandato para Lula no ano que vem. O mais novo período democrático brasileiro tem apenas 21 anos, então devemos manter inalteradas as regras do jogo. Já basta a emenda da reeleição ter sido aprovada em 97 para a eleição de 1998.
Mudanças devem ocorrer em relação ao campo político, no tocante ao financiamento, à transparência, aos altos custos de manutenção dos políticos brasileiros. Terceiro mandato para Lula, só em 2014, se o povo quiser e se o seu sucessor não for melhor do que ele.
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