terça-feira, 3 de novembro de 2009

Centro de Convenções para por reforma e deixa formandos a ver navios

A Bahiatursa cancelou todos os eventos programados para o Centro de Convenções a partir de dezembro. O motivo é o início da segunda etapa da reforma do equipamento, cuja precariedade das estruturas tem sido motivo de denúncias constantes – há dois meses, o secretário estadual de Planejamento, Walter Pinheiro, chegou a ficar preso num dos seus elevadores.

Os trabalhos que serão conduzidos pela Bahiatursa e a SUCAB estão orçados em R$ 10 mi e envolvem a substituição de toda a cobertura da torre central e do pavilhão de feiras e a reforma dos auditórios, salas, corredores e do Teatro Iemanjá. Em função da intervenção, o Centro de Convenções não aceitará pautas de 6 de dezembro a 30 de abril.

Segundo a gerente do CCB, Adriana Tramm, desde março a Bahiatursa não realiza contratos preliminares com clientes, em função da previsão de obras. “Trata- se de uma medida de segurança. Desde 1993 não se faz uma reforma no CCB e estas reformas são extremamente necessárias. Vamos recuperar este equipamento tão importante para a atração de eventos e entregá-lo em ótimas condições para a população e para os turistas”, disse a presidente da Bahiatursa, Emília Salvador Silva.

No entanto, há informações de que contratos preliminares para a realização de formaturas foram fechados após o prazo divulgado pela gerente do CCB e que só agora os formandos teriam tomado conhecimento da suspensão das atividades no local em janeiro.

O Caso Juca x Aécio

Para quem não tá sabendo da refrega ao qual o título do meu post se refere, uma retrospectiva dos fatos. No dia 1º de novembro, o jornalista Juca Kfouri, um dos mais conceituados jornalistas deste país (coloco-o assim, não apenas restrito à cobertura esportiva) publicou em seu blog que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, ou seja, dia 25, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.

Na mesma nota, Kfouri sugeriu que a imprensa brasileira não repita agora a cortina de silêncio que fez em torno de Collor, quando este se apresentou como candidato à presidência. Silêncio não houve, mas ficou restrita, pelo menos por enquanto, à internet.

No mesmo dia, a assessoria do governador, obviamente, desmentiu, mas Juca manteve a informação e publicou outra nota, esta já na madrugada de hoje em que critica fortemente seus colegas jornalistas e outras pessoas que saíram em defesa de Aécio, desmentindo o ocorrido. Até a suposta agredida, que é namorada do governador tucano, se manifestou. Ela concedeu uma entrevista ao jornalista Ricardo Noblat, publicada em seu twitter, negando a agressão e ligando a notícia a motivações políticas.

No entanto, a notícia de agressão na festa no Fasano não é nova. A informação de que um figurão havia agredido a sua namorada saiu primeiro no site da colunista social Joyce Pascowitch, Glamurama. A nota saiu sem citar nomes, mas há, nela, a informação de que a platéia era grande. O Noblat, em outro post em seu twitter, foi atrás de algumas destas pessoas, tendo entrevistado seis pessoas que foram à festa, que negaram ter visto a agressão.

Sem querer fazer um juízo de valor, mas já fazendo, e adicionando a constatação de que a maior parte da imprensa de Minas, há alguns anos, publica raríssimas notícias negativas em relação a Aécio e a informação da jornalista Liliane Prata (via twitter) de que as notícias de agressão do governador mineiro não são novidade, fiquei com várias perguntas na cabeça:

1- Qual seria o interesse do jornalista Juca Kfouri em publicar uma notícia deste tipo, se ela não tivesse um pingo de fundamento, arriscando macular a sua trajetória profissional? 2- A que ponto chega a isenção de pessoas que saíram em defesa de Aécio, como o apresentador Luciano Huck, que se declarou amigo pessoal do tucano, e a namorada do governador? 3- O jornalista do Glamurama vai publicar o nome do figurão que agrediu a sua acompanhante? Se não foi Aécio, quem foi?

Agora, a derradeira pergunta: Confirmada a suposta agressão cometida por Aécio, qual será a punição dada ao governador? Temos a lei Maria da Penha para crimes desta natureza. Não dá mais para termos cidadãos de duas classes: a primeira classe que pode ser submetida às leis e a outra que fica impune sempre, pelo cargo ou posição social que ocupa. Os convidados da festa do hotel Fasano, por enquanto, são cúmplices, por omissão, do fato ocorrido. Se não tiver sido Aécio, a pessoa que fez isto tem que responder pela agressão. Sendo Chico ou Francisco.

domingo, 18 de outubro de 2009

A Sunga Vermelha do Suplicy

Pra variar estamos perante mais uma situação em que se faz muito barulho por nada ou quase nada. A sunga que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) usou esta semana a pedido da apresentadora do Pânico na TV, Sabrina Sato, causou uma reação superior ao que o momento pedia. Suplicy tá ficando gagá, mas não quebrou o decoro. Considero o senador petista muito mais sério e com decoro do que muitos dos seus pares. E, aliás, muitos que hoje o apontam cantaram para Sato, dançaram, usaram óculos escuros pra edição do programa não mostrar que eles estavam de olho na comissão de frente da apresentadora nipônica.


Além disto, já passou da hora desta mentalidade elitista, fruto do pensamento reinante no Brasil império de que gente respeitável não se presta ao ridículo, não põe sunga em cima da calça e tem que usar terno e gravata. É exemplar e faz a gente pensar o fato de um trabalhador rural ter sido impedido de participar de uma audiência porque usava havaianas. E há algo mais fora de época do que os ministros das altas cortes brasileiras terem que usar toga?

Conheço muito mais gente séria e com coisas mais interessantes para falar do que certos engravatados. Volto a dizer que tá na hora de acabar com esta história de parlamentar ter que usar terno e gravata para mostrar que é sério. Pensem bem que acabando com isto e não criando um auxílio-Daslu, poderíamos economizar e muito com o tal auxílio-paletó, já que até isto a gente paga.

Voltando ao senador Suplicy, ele anunciou que se reuniu com a produção do Pânico e esta resolveu não exibir a imagem no programa de hoje. O senador e a produção afirmaram que não tinham o interesse de afetar a imagem do Senado Federal (muito limpa por sinal). Quanto à intenção de processá-lo por quebra de decoro, acho que ele deve ser colocado no final da fila onde deveriam estar os processos de Sarney, Collor, Renan e Tasso Jereissati - que aos berros se chamaram de cangaceiro e coronelzinho de merda - entre outros excelentíssimos parlamentares.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Coluna Social e Política se confundem na Bahia

Esta semana foi uma semana atípica para quem acompanha a política. Pelo menos, aqui na Bahia, o noticiário político se aproximou muito do colunismo social. Na mesma semana que Dilma resolveu visitar o estado, os baianos do petróleo, termo cunhado pelo colunista Lauro Jardim da revista Veja, organizam grandes festas de aniversário.


Os baianos são Haroldo Lima, presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), e José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras. Na festa de Lima, na quinta-feira passada, ocuparam a mesma mesa a ministra Dilma, o ministro Geddel e o governador Jaques Wagner. Primeiro encontro do petista e do peemedebista na presença de Dilma após o rompimento do PMDB com o governo do Estado. Os dois serão, pelo menos por ora, os dois palanques da petista na Bahia.

Já Gabrielli, cuja festa de aniversário, segundo o mesmo colunista de Veja, é o assunto mais comentado em Brasília, dá sua festa na noite de amanhã. Segundo o jornalista Raul Monteiro, do site Política Livre, a festa do presidente da Petrobras é aguardada com ansiedade por militantes petistas baianos desejosos de uma candidatura de Gabrielli em um futuro próximo. Relembrar não faz mal: Gabrielli já foi o candidato petista ao governo do Estado e hoje é o petista baiano com o cargo mais representativo no governo federal.

Além da festa de aniversário de Gabrielli, Dilma ainda vai ter, segundo a colunista (de política) Dora Kramer, agendada uma visita ao filho recém-nascido de Ivete Sangalo, Marcelo. Segundo Kramer, quem está agendando a visita é a primeira-dama da Bahia Fátima Mendonça. Dilma deve voltar com Lula pra visitar Marcelo e esta pretensão, mesmo não confirmada, gerou reações raivosas dos jornalistas, dizendo que é campanha. Enquanto eles ficam com raiva, eu acho graça quando política e coluna social ficam tão próximas.

Obama ganha injustamente Nobel da Paz

Já que fiquei tanto tempo em abstinência textual aqui no blog, vou logo de dois posts de uma vez só (talvez um terceiro) e com um assunto nacional e local ao mesmo tempo (ministra Dilma) e um internacional (o Nobel da Paz de Obama), do qual falarei agora.


Obama é um presidente extraordinário, a chegada dele na presidência possui um simbolismo ímpar, mas discordo, veementemente, deste título conquistado por ele hoje. O Nobel da Paz é dado para aquelas pessoas cuja contribuição à paz mundial são visíveis e ululantes e Obama tem um rosário de boas intenções, mas nenhum ato concretizado ainda.

Reconheço que a sua postura de assinar um tratado com a Rússia a fim de diminuir as armas nucleares é algo a ser comemorado. Além disto, o seu recuo em relação à proteção anti-míssil que os Estados Unidos iria colocar na Europa também vai nesta mesma direção, mas ainda não justifica um Nobel. Ainda tenho que reconhecer que outros ganharam o Nobel da Paz apenas por suas intenções, como os líderes palestino e israelense, Yasser Arafat e Yitzhak Rabin, signatários de um cessar-fogo entre os dois povos que quase deu certo, se não fosse o assassinato de Rabin cometido por um judeu ortodoxo.

Ou seja, nem neste nível de intenção Obama se enquadra e o presidente americano ainda possui em seu currículo recente manchas indeléveis que depõem de forma negativa contra um candidato ao Nobel da Paz. Entre estes pontos negativos, se encontram a sua meia-volta em relação à Guantánamo, às guerras do Iraque e do Afeganistão. Estes pontos, no meu ponto de vista, anulam as intenções supra-citadas. Vi na TV que nem Obama esperava. Para vocês verem.

Campanha: Dilma vai ao Bonfim


Em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas pela longa demora em escrever um post. Culpa da monografia que me manteve longe de qualquer outra produção textual por quase um mês. Mas o retorno não poderia ser melhor. Vou falar da candidata Dilma Roussef (PT) que ancorou na Bahia durante este final de semana em mais uma etapa de sua campanha presidencial.


A rigor, a ministra não fez campanha, já que não pediu votos, mas só o fato dela vir pagar uma promessa e estas imagens ocuparem todos os telejornais locais já rende uma exposição enorme. Ela todo de branco, na Igreja do Bonfim, beijando vendedores de fitinhas do Bonfim são imagens que todo marqueteiro gosta de usar e mostrar.

Claro que esta pré-campanha, se pode se chamar assim, não é exclusividade da ministra, nem do PT. Alguns jornalistas esclerosados até querem dizer que as movimentações da petista são demagógicas, mas demagogia é não enxergar que todos estão em campanha. Dilma, Marina, Ciro e Serra. E, aqui na Bahia, Wagner, Geddel e Souto. Todo mundo buscando o seu naco de visibilidade.

Afinal de contas, o que as pessoas acham que Serra veio fazer três vezes na Bahia este ano? Ou o que Ciro está fazendo ao viajar pro Rio Grande do Norte, Tocantins e outros estados? Ou ainda Marina quando aparece na TV criticando a política ambiental do governo? Campanha ou, se formos ver sob outra óptica, demarcação de espaço. Nada mais natural que seja assim na política.

Dilma só está voltando à cena eleitoral após os meses que teve que se afastar para tratar do câncer em seu sistema linfático. Excessos devem ser coibidos? É óbvio que sim. O TRE está aí pra isto e, inclusive, proibiu ontem a circulação do jornal do PMDB "É 15" com palavras enaltecendo o ministro Vieira Lima. Ou seja, se não ferir a legislação eleitoral, tá tudo no pacote.

Foto: Marco Aurélio Martins/ A Tarde

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Arthur Maia: Rui Costa foi “rechaçado” pelo povo baiano

O deputado Arthur Maia (PMDB) respondeu às críticas feitas pelo secretário estadual de Relações Institucionais, Rui Costa, no programa Entrevista Coletiva, direcionadas à sua legenda. O peemedebista disse que seu partido saiu do governo não como traidor, mas para não participar, segundo ele, da traição que esse governo estaria fazendo. “O governador Jaques Wagner vem sistematicamente repudiando tudo aquilo que nós, que votamos nele, acreditávamos que podia ser feito numa nova alternativa para esse estado e isto sim é traição”, disse.

O parlamentar sugeriu ainda que o “nervosismo” do secretário Rui Costa estaria relacionado à inexistência de manifestação pública do presidente Lula em relação à saída do PMDB do governo estadual. “(O presidente Lula) manteve o ministro Geddel no ministério e isto é a prova maior de que o presidente não condenou a atitude do PMDB de romper com o governador Wagner”, provocou.

Maia concluiu fazendo referência à parte da entrevista em que o secretário afirmou que o PMDB não era nada antes de fazer aliança com o governador Jaques Wagner (PT). “Achei até engraçado ver Rui Costa dizer que o PMDB não era nada antes da aliança com o PT. Se o PMDB não era nada antes do governo, imagine Rui, candidato a deputado um sem número de vezes e repetidamente rechaçado pelo povo baiano”.

Rui Costa: Saída do PMDB do governo ficará marcada como “grande deslealdade”


Em entrevista concedida ao programa “Entrevista Coletiva”, apresentado pela jornalista Ludmila Bertiê e exibido no último domingo na Band, o secretário estadual de Relações Institucionais, Rui Costa, soltou farpas na direção de importantes personagens políticos do Estado, como o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, provável candidato do PMDB ao governo da Bahia, e o senador César Borges (PR). “O episódio ficará marcado como uma grande deslealdade, uma grande falta de reconhecimento, porque o PMDB não era nada na Bahia, tinha um deputado federal, tinha 20 prefeitos antes de fazer aliança com o presidente Lula e o governador Jaques Wagner”, disse ao comentar o processo de desligamento do PMDB no governo petista.

Na mesma entrevista, o secretário respondeu as acusações feitas pelo PMDB de que o PT teria rompido a aliança ao não apoiar a candidatura do prefeito de Salvador João Henrique (PMDB). “Isto é uma verdade parcial, porque o prefeito de Salvador não era do PMDB. Foi eleito pelo PDT, apoiado pelo PSDB e o PMDB teve uma outra candidatura, apoiou Lídice da Mata. A prefeitura de Salvador não estava no projeto político original”. Ainda sobre as articulações para as eleições municipais do ano passado, o petista afirmou ter proposto ao ministro Geddel que PT e PMDB não disputassem entre si nas cidades onde já governassem, mas que o ministro não teria concordado.

Em relação a César Borges, o secretário negou ter sido responsável pelo naufrágio nas negociações para que o PR integrasse o governo Wagner. Costa responsabilizou o senador republicano, dizendo que o processo não progrediu porque o republicano está preso ao seu passado político. Sobre 2010, Rui Costa afirmou que acredita na vitória de Wagner no primeiro turno e que o PT não vê problema no fato de o ministro oferecer um segundo palanque para a ministra Dilma (Casa Civil) na Bahia, pois assim, ele “só será desleal com o governador Jaques Wagner”, disparou, afirmando em seguida que Geddel é ministro de Lula e deve apoiar a candidata do presidente.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

No twitter, Neto afirma temer por vida de Wagner

O deputado federal ACM Neto (DEM) reproduziu em seu twitter trechos do pronunciamento que fez na tarde de hoje, na Câmara dos Deputados, sobre a onda de violência que atingiu Salvador nos últimos dias. Em uma das mensagens postadas no microblog, o deputado afirmou que teme pela vida do governador Jaques Wagner (PT). “O governador tem um batalhão para cuidar de sua segurança… mas, como estão as coisas, temo por sua vida”, afirmou.

Neto disse ainda que o governador perdeu o controle da segurança pública no Estado e que não convoca a Força Nacional de Segurança por causa das eleições do ano que vem. “Por que o governador Jaques Wagner não deixa a eleição de lado e convoca a Força Nacional de Segurança? O governador Jaques Wagner não convoca a Força Nacional de Segurança para não passar atestado de sua incompetência”.

“Na Bahia, violência se escreve com W, W de Wagner”, atacou.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ciro Gomes: O Simpático

Quem assistiu ao programa do PSB ontem à noite foi surpreendido pela figura de um novo Ciro Gomes (PSB-CE), uma pessoa extremamente simpática, conversando todo o tempo com uma dona de casa, sem o terno, à vontade, tomando cafezinho. Pra mim, foi a versão 2010 do Lulinha Paz e Amor. Aliás, esta nova versão do Ciro veio sendo mostrada em entrevistas nos jornais e na TV - no CQC, ele chegou a rir e conversar longamente com um dos repórteres do programa.

Ciro acerta em investir numa nova imagem pública, inclusive dizendo que esta nova postura é uma questão de amadurecimento. Afinal, muitos dos votos que perdeu em 2002 se deveu ao seu ar arrogante e à famosa frase sobre Patrícia Pillar, sua esposa, cuja importância, segundo ele, naquela época, era dormir com ele. Frase que ele disse recentemente se arrepender profundamente. O Ciro de ontem mostrou que quer ser mesmo candidato a presidente.

O PSB investiu em mostrar o deputado cearense como um aliado de Lula, que tem uma visão para aprofundar as mudanças implementadas pelo atual governo federal. Ciro falou sobre a importância do Bolsa-Família, mas disse que seu partido entende que isto não é suficiente. Pelo que mostrou ontem, o PSB parece que vai bancar a candidatura do deputado cearense, deixando as portas abertas para uma eventual aliança com o petismo no segundo turno.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Transformaram Marina em oposição


Vocês vejam só como as notícias, às vezes, saem distorcidas e as notas com a correção não têm a mesma repercussão da mentira espalhada. Está em curso a transformação da senadora Marina Silva (sem partido) em candidata legítima da oposição. A estratégia começou com alguns colunistas que não disfarçam não suportar o PT e o presidente Lula, depois o PSDB gostou da ideia e, por fim, veículos de imprensa concordaram com a estratégia.

É a única explicação que consigo encontrar para a informação de que a senadora teve que desmentir uma manchete do jornal O Globo com supostas críticas dela aos avanços sociais do governo Lula. Em um dia saiu na capa do jornal que Marina teria afirmado que o governo petista é insensível às causas sociais. Isto na primeira página. O desmentido da senadora, feita em discurso no plenário, que coloco em destaque saiu na página 12 do jornal:

"[A política social do governo Lula] é a melhor política social que tivemos … Que precisamos fazer ajustes em relação à porta de saída, mas que só é possível porta de saída hoje porque teve uma porta de entrada, disse Marina. Saí do PT, mas compreendo todos os avanços que tivemos". Agora pergunto para que inventar críticas que não foram feitas? Aí quando alguém vê motivações políticas, os jornais ficam revoltados. No entanto, foi ou não foi uma mancada indefensável?