domingo, 4 de janeiro de 2009

E não é que o Orkut funciona?

Quando foi lançado, o Orkut tinha como um dos seus principais objetivos aproximar pessoas que há muito tempo não se viam. Anos se passaram e tornou-se evidente o desvirtuamento desta missão imaginada pelo Checharibian (Não sei o sobrenome do Orkut, ganha um doce quem souber sem ler em outro lugar). As pessoas usam o citado site de relacionamentos, principalmente, para fuçar a vida alheia. Mesmo que isto esteja se tornando cada vez mais difícil devido às restrições impostas paulatinamente pelo Google.

No entanto, eis que em pleno final de ano, parecia até cena de Queridos Amigos ou série similar: minha mãe que só começou a mexer no Orkut faz pouco tempo – antes eu relutei em convidá-la, depois fiz o perfil dela e ela não usava – reencontrou antigas colegas de escola, da época em que minha mãe ainda morava em São Paulo. Lá nos idos da década de 80. Vocês não podem imaginar a alegria de rever as suas amigas. Afinal de contas, se passaram mais de 20 anos, eu nem existia ainda, e minha mãe, ao se mudar para Salvador, havia perdido completamente o contato com aquelas pessoas.

Eu sei que eu, que utilizo mais o Orkut como meio de comunicação rápida com meus amigos – confesso não ter paciência pro MSN e pro Gtalk às vezes – fiquei inspirado para escrever este post sobre a função original do Orkut - nem sei se pode se considerar isto como função original, pois desde que o Orkut é Orkut tem gente que bisbilhota a vida dos outros. Enfim, não sei, mas a alegria de minha mãe me fez repensar o quão útil pode ser o site de relacionamentos criado pelo iraniano turco-americano Cherarabian. Na verdade, me fez pensar mais além, no quão importantes são as amizades. Capazes de emocionar mesmo com tantos anos e quilômetros de distância.

(Texto de início de ano com certo atraso, mas com o mesmo desejo deste blogueiro que 2009 seja um ano espetacular para todos nós).

2 comentários:

B disse...

O sobrenome do orkut é algo do tipo Buyukkoten, Manuco. Checando, agora... Orkut Buyukkokten! Pô, ganho quantos porcento do doce? Mas, ah!, ele é turco-americano, e não iraniano. E, ah! número 2, ainda que seja mesmo tocante isso para as velhas gerações, eu ainda tenho a ilusão de que o banco de dados do orkut desapareça de um dia para o outro. Como a nossa geração iria ficar?

Manuca Ferreira disse...

Você checou o nome dele. Tenho que avaliar qual é a porcentagem do doce a que você tem direito. Quanto a ele ser turco-americano, texto alterado. ;) Respondendo o Ah! número 2, é assustador pensar nesta possibilidade, né? Se você for parar para pensar na quantidade de pessoas que temos contato pelo Orkut, mais os recados, depoimentos, fotos, etc. Não sei como a nossa geração ficaria não, pelo grau de dependência que nós temos. Muito provavelmente teria que ser criado um novo Orkut.