quinta-feira, 7 de maio de 2009

Cadê o Fumacê?

Postagem de número 200 na história do Pitacos do Manuca e lá vou eu falar de fumacê. Na verdade, acordei hoje com vontade de escrever sobre isto. Buscando na memória, lembrei da sensação de segurança que o fumacê passava no combate à dengue e a outros mosquitos transmissores de doenças. Se era eficaz, não sei. Se fazia mal, também não sei.

Talvez seja só nostalgia pelo carro de fumacê que fedia que nem um diacho e fazia todo mundo sair correndo para fechar portas e janelas. Onde foram parar estes carros? E, acho que contribuiu pra eu ficar com vontade de falar do fumacê, eu ter lido que o número de casos de dengue continua subindo no Estado. Junto com a meningite, são as doenças que mais afligem a Bahia hoje.

E existe solução para a dengue? Acho que não dá para acabar, já que moramos em um país tropical, etc, etc, mas o exemplo do Rio empenhando esforços reais do município em saneamento, em conscientização, depois da epidemia no ano passado, pode ser tomado como referência pelos poderes públicos daqui. Acho que eles podem fazer mais.

Lembram que o ministro da Saúde falou que a responsabilidade pelo aumento da dengue em Itabuna foi culpa da eleição municipal? Todo o trabalho de controle da doença foi interrompido pela disputa eleitoral. Um verdadeiro absurdo. Em Salvador, podemos acabar sofrendo mais ainda, por causa da chuva e do atual quadro de desmatamento de Salvador. Aí não vai ter fumacê e agente de endemia que dê jeito.

Um comentário:

Alexander disse...

Olá meu caro amigo,
Li seu artigo sobre o fumacê e resolvi postar um comentário. Na realidade sua ansiedade é a mesma da maioria da população, entretanto nossas autoridades precisam ainda melhor instruir o povo sob sua responsabilidade.
O fumacê passa longe de ser a solução dos problemas da dengue. Na verdade ele causa um impacto ambiental tremendo, e é pouco efetivo. Além de matar predadores naturais do inseto, é preciso que uma "micropartícula" do inseticida toque no inseto, algo quase impossível em se tratando de Aedes aegipty, pois além de ser um mosquito totalmente intradomiciliar, o fato da maioria das pessoar fechar as janelas impede por completo esse contato.
O tratamento espacial, como é chamado, é caro, e só é indicado para grandes epidemias ou surtos localizados. A medida ideal para o dia-a-dia ainda é a prevenção quanto a formação de criadouros.
O carro fumacê possui um efeito mais psicológico do que operacional.
Um forte abraço.

blog do alex

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